Desvendando a Felicidade das (e para) as mulheres 

“A história da luta das mulheres pela igualdade
não pertence a nenhuma feminista,
nem a nenhuma organização, mas aos esforços coletivos
de todos que se preocupam
com os direitos humanos”

Gloria Steinem, jornalista
Foto: Mohamed Nohassi/Unsplash

Ao longo da história da humanidade, as mulheres percorreram um longo caminho. Há quem diga que muito foi conquistado e que há muito para celebrar.

Por outro lado, há quem diga que ainda há um longo caminho pela frente e que ainda há muito pelo que lutar.

Ambas constatações estão corretas. Felizmente vivemos em um mundo que se mostra mais justo e mais empático, embora muitas vezes nos assombre com tamanha barbárie como uma guerra ou ganância e indiferença durante uma pandemia.

Mais, ainda assim, é um mundo bom e que tem, dentre tantas coisas boas, mulheres incríveis. Sejam elas profissionais, mães, irmãs, amigas, avós, estudantes casadas, solteiras, empreendedoras, filhas, são, acima de tudo, mulheres.

E neste Dia Internacional da Mulher nos dedicamos a buscar respostas para perguntas como “as mulheres estão mais felizes?”, ou  “o que é Felicidade para elas?” e “o que as faz realmente felizes?”

Afinal, são dois temas centrais à civilização humana: mulheres e Felicidade.

O Dia Internacional das Mulheres

Reconhecido pela ONU em 1975, o Dia Internacional das Mulheres tem diferentes versões para sua origem, que relacionam a data de 8 de março a Copenhague, a São Petersburgo ou mesmo a Nova York. Mas a origem não importa, já que o motivo da celebração segue sendo o mesmo: igualdade de direitos elementares. 

Muito mais do que um dia para receber flores e homenagens, a história real do 8 de março representa a luta das mulheres pelos seus direitos em cada um dos dias do ano. Em todos os anos. 

Uma luta que se iniciou pelo direito ao voto feminino, mas que batalha pelo respeito, pela dignidade e pelo reconhecimento. O direito essencial de ser feliz, o que ainda hoje lhes é suprimido em tantos países.

Efeitos da igualdade de gênero sobre a Felicidade

Ainda que nas últimas décadas, desde uma perspectiva macro, vários países tenham avançado em relação aos direitos sociais, econômicos e políticos das mulheres, há um longo caminho a percorrer na busca da igualdade. 

Foto: Joel Muniz/Unsplash

Uma igualdade de gênero tão importante que a ONU a estabeleceu como um de seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para a segunda década do século 21. Com isso, reconheceu que os direitos das mulheres são importantes não apenas por uma questão de igualdade, mas também são fundamentais para eliminar a pobreza, promover a saúde e gerar crescimento econômico. 

Uma igualdade de gênero que melhora a satisfação com a vida de habitantes de sociedades igualitárias, sejam eles homens ou mulheres. E a razão é simples: os direitos e liberdades de uma pessoa, a possibilidade de receber educação e gerar progresso econômico e a capacidade de contribuir para a comunidade ao seu redor afetam os resultados da vida. 

Ou seja, viver em uma sociedade onde se tem maior escolha política, mais cuidado sobre sua vida e mais liberdade eleva os níveis de qualidade de vida.

Mas será que desfrutar de igualdade de gênero pode fazer alguém mais feliz com sua vida? 

A Felicidade para as mulheres

Alguns estudos dedicaram-se a analisar esta questão avaliando aspectos como a representação das mulheres em governos, há quanto tempo elas têm o direito ao voto, a igualdade de oportunidades de educação, de remuneração e de saúde em relação aos homens e, por fim, se as mulheres têm a mesma probabilidade que os homens de ocupar cargos de chefia ou de direção. 

Foto: Hannah Busing/Unsplash

Os resultados revelaram-se claros e convincentes: habitantes de países com maior igualdade de gênero mostram-se, em média, mais satisfeitos com suas vidas do que os moradores de sociedades com menor igualdade de gênero

Mais, os resultados destacam que o aumento na satisfação com a vida das mulheres não se dá às custas da satisfação dos homens. Ou seja, avançar nos direitos das mulheres não significa reduzir os direitos dos homens.

Portanto, oferecer mais oportunidades para as mulheres não significa menos oportunidades para os homens obterem sucesso e encontrarem a Felicidade. Para usar um ditado comum, “a maré alta levanta todos os barcos”. 

Ou seja, a igualdade de gênero beneficia a sociedade como um todo, na busca de uma vida melhor para todos.

Felicidade. Para mulheres e homens 

Assim, parece claro que mulheres e homens felizes tornam a sociedade melhor. Mas quem é mais feliz, elas ou eles? Existe uma Felicidade de gênero?

Na verdade, perguntar se mulheres ou homens são mais felizes não é muito útil, porque essencialmente a Felicidade é diferente para cada gênero.

Foto: Miguel Bruna/Unsplash

Estudos sobre a relação entre gênero e Felicidade revelam que homens e mulheres são influenciados pela sociedade para expressar emoções diferentes. Psicologicamente parece que homens e mulheres diferem na forma de processar e expressar emoções. 

As mulheres experimentam emoções de maneira mais intensa e compartilham-nas mais abertamente com outras pessoas. Elas tendem a expressar mais emoções pró-sociais (como a gratidão), que estão relacionadas a uma maior Felicidade. 

Essa “desigualdade” no nível de Felicidade pode significar que é mais difícil para as mulheres manter um estado feliz quando confrontadas a expectativas e restrições sociais, tendendo a priorizar as necessidades dos outros às suas, o que, com o tempo, pode levar a ressentimentos e insatisfação.

Apesar dessas “diferenças”, a Felicidade está ao alcance de mulheres e homens e não é meramente uma função da experiência individual, mas navega entre conexões sociais. Assim como não é o dia 8 de março que define Felicidade para as mulheres, mas todos os dias do ano. 365 dias de igualdade e de Felicidade. Para todos!

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