Mães, Felicidade e autocuidado

“A felicidade de uma mãe é como um farol, iluminando o futuro, mas refletindo também no passado sob a forma de boas lembranças”
Honoré de Balzac

Foto: Camylla Battani/Unsplash

Colo de mãe é aconchego. Abraço de mãe é porto seguro. Beijo de mãe cura tudo. Amor de mãe é Felicidade que transborda e que fica pra sempre com a gente.

Mães cuidam de tudo, cuidam de seus bebês até serem grandes o suficiente para terem os próprios bebês. E, ainda assim, continuam cuidando dos seus filhos e, muitas vezes, dos filhos de seus filhos.

Mas tem uma coisa que as mães não podem deixar de lado que é cuidar delas mesmas também. 

Neste artigo falaremos da importância das mães dedicarem um tempo para exercitarem o autocuidado. Afinal, o desejo de Drummond é o desejo de todos nós: “Mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho”.

Ser mãe não é um desafio solitário

Foto: Orione Conceiu00e7u00e3o/Pexels.com

A linguagem da maternidade se desenvolve e evolui nos diferentes estágios de ser mãe e, em todos eles, é necessário o apoio de pessoas. A exaustão das noites (muitas vezes seguidas) sem dormir e o desafio de estar sempre ligada, correndo pra lá e pra cá, dificulta a conexão das mães com outras pessoas ou mesmo o envolvimento em grupos sociais. 

Mesmo que a maternidade possa ser difícil e ser definitivamente para “os fortes”, as recompensas são significativas. Muitas vezes, a alegria e a Felicidade tendem a ser mais intensas quando vistas em retrospectiva, quando os esforços e os desafios de ser mãe já ficaram para trás.

Isso reforça a ideia de que temos que aproveitar as pequenas coisas da vida, pois um dia perceberemos que elas são, de fato, as grandes coisas que nos fazem felizes.

E a gratidão, um dos sentimentos fundamentais para a Felicidade, pode aliviar as agruras da maternidade e tornar os momentos mais significativos à medida que o tempo passa. 

Um tempo para ser feliz 

Se o objetivo de uma mãe é ser feliz 100% do tempo, esse objetivo não parece ser realista, afinal ninguém é feliz 100% do tempo. E mesmo as mães mais felizes têm seus momentos infelizes. A Felicidade de ser mãe depende muito de como ela usa o seu tempo.

Foto: Toa Heftibao/Unsplash

Um dos aspectos consistentes associados a ser uma “mãe feliz” é o ato de cuidar de si. O tempo que uma mãe dedica para si, para relaxar e cuidar-se, pode fazer grande diferença no seu bem-estar e na sua qualidade de vida. 

E ainda que as mães tenham um desejo primordial inato de proteger, nutrir, prover e cuidar de seus filhos, elas não podem suprimir esse desejo em relação a si mesmas. Cuidar de si permite às mães descobrirem mais amor e alegria para receber e compartilhar com os que estão ao seu redor.

É essencial, portanto, exercitar o autocuidado para reconhecer tempos difíceis ou alegres, em vez de esperar que a maternidade seja 100% feliz. Mães que o fazem são capazes de identificar suas próprias necessidades e paixões, assim como suas limitações e limites. Mães que cuidam e protegem, cuidam bem de si.

Cuidar-se mais para ser mais feliz

De uma forma geral, as mães tendem a ser líderes e orquestradoras do cuidado e da vida doméstica. Elas cuidam de todos e cuidam de tudo, sem necessariamente dedicar um tempo para cuidar de si, para relaxar e recompor forças. 

Mães precisam praticar o autocuidado. Assim como os pais, os filhos, todos. É simplesmente isso: pensar em si mesmo. 

Autocuidado não é egoísmo ou pensar só em si, mas é cuidar-se e fortalecer-se física e mentalmente. Podem parecer pequenos cuidados, mas são importantes atitudes que podem melhorar o seu bem-estar e elevar os níveis de Felicidade. 

Com a chegada do Dia das Mães, aproveite para colocar em prática algumas atitudes, especialmente o abraço. 

São ações que podem ser feitas individualmente, mas têm seu efeito potencializado se feitas em família.

Aqui vão algumas dicas para as mães (e para toda a família) praticarem o autocuidado:

Hannah Busing/Unsplash

Não deixe de pedir ajuda.
Vivemos em uma comunidade e as pessoas pedem conselhos umas às outras. Elas apoiam-se em amigos e em familiares. Todos nós precisamos de ajuda, mas nem todos temos essa consciência

Anastasiya Gepp/Pexels.com

Converse com outras mães e pais.
Conheça suas “estratégias”, inquietações e formas de encarar a maternidade. Compartilhar angústias e incertezas nos faz refletir sobre decisões, reduz a solidão e afasta a tristeza

Artem Beliaikin/Pexels.com

Mude os ares e saia para passear.
O ar fresco, a luz do sol e a natureza são estimulantes do humor. Destine tempo para passear, por menos que seja. Sair de casa beneficiará tanto seu corpo quanto sua mente

Kaylee Garrett/Unsplash
Foto por Edward Eyer em Pexels.com

Pratique exercícios.
Como já discutimos em artigo anterior aqui no Blog, a atividade física pode ser um impulsionador para a Felicidade. Apenas 30 minutos por dia podem melhorar seu metabolismo, seu humor e seu bem-estar

Abrace muito.
Embora possa parecer óbvio, abraçar deixa você mais feliz. O abraço melhora o sono e reduz a ansiedade e o estresse, além de aumentar o vínculo entre os “abraçadores”. É um ganha-ganha

 

Sobre o Dia das Mães

A origem do Dia das Mães remonta à Grécia e Roma antigas, quando nas festas primaveris ocorriam os cultos de adoração às divindades que representavam as mães, como a deusa Rhea na mitologia grega ou Cibele, a Magna Mater, na mitologia romana.

Foto: Andrea Piacquadio/Pexels.com

Na Inglaterra do século 17, o Mothering Day passou a ser celebrado no quarto domingo da Quaresma, quando os operários tinham esse dia de folga para visitar suas mães.

Nos Estados Unidos, a data se popularizou no início do século 20 a partir dos esforços de Anna Jarvis, uma jovem norte-americana que havia perdido sua mãe, a ativista Ann Maria Reeves Jarvis, em 1905.

Ann Maria Jarvis havia desenvolvido um trabalho no sentido de valorizar as mulheres que exercem a maternidade e fundou, em 1858, o Mothers Day Work Clubs, realizando campanhas em favor de mães trabalhadoras e contra a mortalidade infantil.

Com o falecimento de sua mãe e a tristeza que isso lhe causou, a filha Anna Jarvis iniciou uma campanha nos EUA a fim de demonstrar a importância das mães para a sociedade e conseguiu fazer com que fosse reservado um dia em comemoração às mães.

A data foi oficializada nos Estados Unidos em 1914 e se popularizou pelo mundo, sendo celebrada com muitos presentes, almoços familiares e surpresas.

Anna Jarvis, no entanto, acabou ficando desapontada ao perceber que o evento havia se tornado fortemente comercial, desvirtuado de seu principal objetivo, que era reunir mães e filhos e celebrar a presença materna.

No Brasil, a primeira celebração do Dia das Mães ocorreu em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre. Aos poucos a festividade foi se espalhando pelo país e, em 1932, a data foi oficializada no segundo domingo de maio. 

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