Metas e procrastinação, o que isso tem a ver com Felicidade?

“O segredo para avançar é começar. O segredo de começar é dividir tarefas complexas e cansativas em tarefas menores gerenciáveis e, então, começar pela primeira”

Mark Twain

Ufa! Finalmente terminei este artigo. Fui adiando, procrastinando, enrolando, mas terminou.

Por falar nisso, é muito comum percebermos que algumas coisas que temos para fazer estão se movendo muito lentamente. Mas às vezes a percepção está errada, porque elas, na realidade, não estão nem sequer se movendo. 

Invariavelmente isso gera uma sensação negativa de estagnação, de perda de tempo, o que nos deixa menos felizes. 

Procrastinar soa estranho, mas estamos muito habituados com seu significado. A palavra deriva do latim procrastinare, que, em essência, é o ato de “adiar até amanhã”. Como se estivéssemos empurrando para o futuro o que temos que fazer hoje.

Foto: Andrea Piacquadio/Pexels.com

Na realidade, procrastinar e realizar são duas palavras que não combinam e que nos impactam à sua maneira. 

No entanto, a procrastinação tem um efeito danoso, já que ela nos prejudica quando conjugamos verbos como fazer, realizar, progredir, o que acaba afetando nossos níveis de Felicidade e de satisfação com a vida. 

Como já falamos em vários artigos aqui no Blog e no Insta, ter propósitos e conquistar metas alinha-se com a Felicidade. Mesmo assim, ainda que estejamos conscientes disso, algumas vezes nos sabotamos. 

Por que adiamos ou deixamos de fazer algumas coisas? Como isso afeta nossa Felicidade? 

Neste artigo (apresentado em partes, afinal estamos falando de procrastinação) discutimos essas questões, destacando que mais importante do que conviver com metas, propósitos e até com a procrastinação é identificar o que realmente nos faz felizes.

Por que cumprir metas é tão importante?

Um estudo clássico aponta que estabelecer e perseguir objetivos e metas a que nos propomos têm um papel importante no desenvolvimento e na manutenção de nosso bem-estar psicológico

Foto: Monstera/Pexels.com

Na medida em que percebemos que estamos progredindo na busca de nossos objetivos, sejam eles profissionais, afetivos ou de vida, tendemos a ficar mais felizes e mais satisfeitos com nossas vidas. 

Na realidade, há um ciclo interessante entre o avanço na conquista de nossos objetivos e os níveis de Felicidade. 

O ciclo é mais ou menos assim: quando atingimos os objetivos que nos propusemos, nos sentimos mais felizes e satisfeitos com a vida. Ou seja, o bem-estar subjetivo aumenta. 

Foto: Anna Shvets/Pexels.com

Por outro lado, como as emoções positivas têm o potencial de influenciar nosso comportamento direcionado à realização de metas, então, à medida que avançamos em nossos objetivos (ou progredimos, ou prosperamos), nos sentimos mais felizes. 

Quando estamos mais felizes tendemos a agir mais ativamente na direção dos nossos objetivos, o que nos deixa mais felizes… e assim por diante, em um ciclo positivo de progresso que se realimenta.

Portanto, estabelecer metas e objetivos, pessoais ou profissionais, e realizá-los nos direciona. Além de fazer com que nos sintamos mais felizes. Claro, se não ficarmos procrastinando.

Fazer o que tem que ser feito. Ponto.

Como a experiência prática sugere, assim como pesquisas também indicam, experimentamos uma resposta emocional positiva mais forte quando progredimos na realização de objetivos considerados mais difíceis. 

Foto: Brett Jordan/Unsplash

O que parece fazer todo o sentido, ainda que objetivos difíceis não sejam facilmente “administráveis”. 

Um aspecto a ser considerado na busca da realização de um objetivo é que ele será menos difícil quanto mais significativo for para nós.

Afinal, tendemos a não nos envolver e nos dedicar a algo que não nos seja significativo. Não pode ser algo que “eu tenho que fazer”, mas algo que “eu quero fazer”. Do contrário, parece ser mais fácil adiar, procrastinar. 

Outro aspecto importante para tornar objetivos mais fáceis de serem atingidos é desdobrá-los em objetivos e metas menores, a serem conquistados por etapas. Aí vamos progredindo, celebrando as “pequenas” conquistas que nos fazem mais felizes e deixando a procrastinação de lado. 

Mas mesmo assim, muitas vezes tendemos a adiar sem entender bem por que razão.  

Por que procrastinamos?

Normalmente a procrastinação acontece porque fazemos uma associação de um estado de humor negativo (como tédio, ansiedade, insegurança, frustração ou dúvida) a algo que temos que fazer. 

Foto: Hugo Rocha/Unsplash
Foto: Hugo Rocha/Unsplash

Assim, tendemos a priorizar nosso humor (positivo) de curto prazo e não as consequências futuras potencialmente negativas de atrasar a tarefa. Essa satisfação momentânea de adiar é uma recompensa para o nosso cérebro, que faz com que continuemos a procrastinar.

Ironicamente, quando damos prioridade ao nosso humor de curto prazo, evitando as tarefas prioritárias, na maioria das vezes isso resulta em nos sentirmos pior do que estávamos em relação ao trabalho em primeiro lugar.

Muitas são as razões que nos levam a procrastinar, como sentir que a tarefa não é relevante ou mesmo sentir que estamos trabalhando para alcançar objetivos de outras pessoas. 

Além disso, traços pessoais como perfeccionismo, ansiedade, medo do desconhecido ou mesmo incapacidade de lidar com a tarefa podem nos levar a adiar o que sabemos que precisamos fazer. E seguimos procrastinando. 

Algumas pessoas agem como se a tarefa fosse simplesmente desaparecer, outras subestimam o trabalho a ser feito e superestimam suas habilidades e outras ainda ficam paralisadas ao decidir entre as escolhas a serem feitas.

O que é certo é que, cedo ou tarde, procrastinar cobra seu preço e tem um efeito negativo sobre as pessoas. Inclusive à nossa volta. 

Se, por um lado, estabelecer metas nos direciona a ser felizes, não as cumprir é abrir mão da Felicidade. Algo que ninguém está disposto a abrir mão. 

Acompanhe nossos conteúdos no Blog, no Insta, no YouTube e no Spotify.

%d blogueiros gostam disto: